A Beleza na História Cultural [CCL]

Baseado em 1 avaliações
  • 31 Alunos matriculados
  • 090 Horas de duração
  • 67 Aulas
  • 6 Módulos
  • 14 meses de suporte
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Metodologia:

Aulas expositivas com data-show para apresentação e análise de material iconográfico relativo aos três recortes temporais (Antiguidade, Idade Média e Gótico Internacional Catalão).

O conteúdo basear-se-á em análise histórico-filosófica dos períodos, com estudos de caso selecionados que constam da Bibliografia.

Como suporte teórico, utilizaremos os três níveis de compreensão de uma obra de arte propostos por Erwin Panofsky (1892-1968): a) Primário (nível mais elementar de entendimento: a percepção das formas puras de uma obra); b) Secundário (conhecimento convencional – histórico/cultural – de uma expressão artística); c) Iconológico (conhecimento dos contextos histórico, técnico e cultural de uma obra). Para os textos literários da Coroa de Aragão, o suporte interpretativo será baseado nas traduções de Ricardo da Costa das obras de Ramon Llull (especialmente o Livro das Maravilhas), Curial e Guelfa e O Sonho.

Serão analisados extratos de obras clássicas e medievais em que o conceito de beleza é tratado. São esses os autores (e os subtemas):

  1. Platão e o Belo como ponto de partida para a contemplação das substâncias ideais
  2. Aristóteles e o Belo como simetria (grandeza e ordem)
  3. Cícero (106-7 a. C.) e a Beleza como firmeza espiritual e imagem mental
  4. Sêneca (4 a. C. – 65 d. C.): a arte como imitação da natureza e na representação do artista
  5. Plotino (c. 204-270): a Beleza como Bem
  6. Agostinho (354-430) e a totalidade da Beleza
  7. Boécio (c. 480-525) e Cassiodoro (c. 485-580): a Beleza da Música
  8. A Beleza no Renascimento Carolíngio (sécs. VIII-IX)
  9. Os cistercienses e a Beleza da medida adequada (séc. XII)
  10. Os vitorinos e a Beleza mística (séc. XII)
  11. Roberto Grosseteste (1168-1253) e a estética da luz 
  12. São Boaventura (1221-1274) e o afã pelo Belo
  13. Alberto Magno (c. 1200-1280) e a redução do Belo à forma
  14. Tomás de Aquino (1225-1274) e o Belo que agrada à vista
  15. Ramon Llull (1232-1316) e a beleza das coisas corporais, mais amada pelos homens do que a beleza das coisas espirituais
  16. Dante (1265-1321) e a Beleza do Amor 

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Programa

Módulo 1: Artes e artistasO grande despertar (Grécia, sécs. VII-V a. C.) e o Império do Belo (a Grécia e o mundo grego, sécs. IV a. C. a I d. C.).

Módulo 2: Romanos, budistas, judeus e cristãos (sécs. I-IV) – Caminhos – Roma e Bizâncio (sécs. V-XIII) – A Arte Ocidental em fase de assimilação – Europa (sécs. VI-XI).

Módulo 3: A Igreja Militante (séc. XII). Estudo de caso: O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).

Módulo 4: A Igreja Triunfante (séc. XIII). Estudo de caso: ATaula de Sant Miquel do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha).

Módulo 5: Cortesãos e burgueses (o século XIV). Estudo de caso: O Codex Manesse.

Módulo 6: A Beleza nos clássicos da Coroa de Aragão: Félix ou O Livro das Maravilhas de Ramon Llull, Curial e Guelfa e O Sonho

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Ementa: Para apresentar a história do desenvolvimento das expressões artísticas e literárias no Ocidente e na Coroa de Aragão (com seus clássicos literários Félix ou O livro das Maravilhas, Curial e Guelfa e O Sonho), a proposta do curso basear-se-á fundamentalmente no historiador da arte Ernst Hans Josef Gombrich (1909-1991), A História da Arte, com o enriquecimento bibliográfico de três obras de Erwin Panofsky (1892-1968): Idea: a evolução do conceito de belo (1924), O significado das artes visuais (1939) e Arquitetura gótica e escolástica (1951), além da trilogia de Gina Pischel (História Universal da Arte) e os trabalhos por nós desenvolvidos e relacionados à literatura da Coroa de Aragão.

Ao binômio Gombrich/Panofsky será acrescentado ao conteúdo das aulas meus próprios trabalhos acadêmicos sobre arte medieval, em forma de estudos de caso, além das considerações histórico-metodológicas que Peter Burke (1937- ) desenvolve em seu trabalho Testemunha ocular (2001).

Apresentaremos obras artísticas do período selecionado de diferentes naturezas (esculturas, pinturas, afrescos, vitrais, bordados, móveis, miniaturas) para que, ao final do curso, os estudantes adquiram uma noção mais ampla e rica do que foi – e é – o patrimônio cultural e artístico de nossa tradição civilizacional, a ocidental. Da Grécia antiga ao inclassificável século XV.

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Fontes primárias

ARISTÓTELES. Retórica. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 2005.

BERNAT METGE. O Sonho (trad.: Ricardo da Costa). Texto ainda inédito e gentilmente cedido pelo tradutor especialmente para esse curso.

BOÉCIO. La Consolación de la Filosofía. Madrid: Alianza Editorial, 2008.

CURIAL E GUELFA (trad. e notas: Ricardo da Costa). University of California, Santa Barbara: Publications of eHumanista, 2011.

PLATÓN. Hipias Mayor. Madrid: Editorial Gredos, 2006.

PLATÓN. Fedro. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. Fédon. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. República. Madrid: Editorial Gredos, 2003.

PLOTINO. Enéadas. Madrid: Editorial Gredos, 1998.

RAMON LLULL. Félix ou O Livro das Maravilhas (apres., trad. e notas: Ricardo da Costa). Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 95. Local: São Paulo. Editora: Editora Escala. Ano de publicação: 2009, 02 volumes.

SAN AGUSTÍN. Confessiones. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1951.

SAN AGUSTÍN. Sobre la Música. Madrid: Editorial Gredos, 2007.

SAN AGUSTÍN. De la verdadera religión. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1948.

SAN AGUSTÍN. La Ciudad de Dios. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1959.

SEUDO DIONISIO AREOPAGITA. Teologia Mística. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1995.

Bibliografia

Estudos de caso

COSTA, Ricardo da, e GRAU-DIECKMANN, Patricia. “El relato del Génesis en el Tapís de la Creació (siglos XI-XII): la transcendencia en la Estética Medieval”.In: LÉRTORA MENDONZA, Celina (et. al.). Filosofía medieval: continuidad y rupturas: XIV Congreso Latinoamericano de Filosofía Medieval – Actas I. Buenos Aires: FEPAI, 2013 (e-Book), p. 463-481.

COSTA, Ricardo da, e DANTAS, Bárbara. “Bondade, Justiça e Verdade. Três virtudes marianas nas Cantigas de Santa Maria e no Livro de Santa Maria, de Ramon Llull”. In: SALVADOR GONZÁLEZ, José María (org.). Mirabilia Ars 2 (2015/1). El Poder de la Imagen. Ideas y funciones de las representaciones artísticas.
Barcelona: Institut d’Estudis Medievals, UAB, Jan-Jun 2015, p. 84-103.

COSTA, Ricardo da. “A Estética do Corpo na Filosofia e na Arte da Idade Média: texto e imagem”. In: Trans/form/ação, Marília, v. 35, p. 161-178, 2012 Edição Especial

COSTA, Ricardo da. “Ramon Llull (1232-1316) e a Beleza, boa forma natural da ordenação divina”. In: Revista Internacional d’Humanitats. Ano XIII, n. 18, 2010, p. 21-28. 

COSTA, Ricardo da. “A luz deriva do bem e é imagem da bondade”: a metafísica da luz do Pseudo Dionísio Areopagita na concepção artística do abade Suger de Saint-Denis”. In: Scintilla. Revista de Filosofia e Mística Medieval. Curitiba: Faculdade de Filosofia de São Boaventura (FFSB), Vol. 6 – n. 2 – jul./dez. 2009, p. 39-52. 

COSTA, Ricardo da. “O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII)”. In: LAUAND, Luiz Jean (coord.). Revista MIRANDUM, n. 17, Ano X, 2006, p. 39-58. 

COSTA, Ricardo da. “A Taula de Sant Miquel (séc. XIII) do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha)”. In: CAVALCANTI, Carlos M. H. (dir.). História, imagem e narrativas. Rio de Janeiro: Revista Eletrônica, n. 2, ano 1, abril/2006.

COSTA, Ricardo da. “Codex Manesse: quatro iluminuras do Grande Livro de Canções manuscritas de Heidelberg (século XIII) – análise iconográfica. Primeira parte”. In: LEÃO, Ângela, e BITTENCOURT, Vanda O. (orgs.). Anais do IV Encontro Internacional de Estudos Medievais – IV EIEM. Belo Horizonte: PUC Minas, 2003, p. 266-277. 

COSTA, Ricardo da. “As relações entre a Literatura e a História: a novela de cavalaria Curial e Guelfa”. In: BUTIÑÁ & CORTIJO (eds.). Literatura, Llengua i Cultura de la Corona d’Aragó, volume 1, 2012, p. 84-98. 

COSTA, Ricardo da. “Uma jóia medieval no alvorecer do Humanismo: a novela de cavalaria Curial e Guelfa (século XV)”. In: MONGELLI, Lênia Márcia (org.). De cavaleiros e cavalarias. Por terras de Europa e Américas. São Paulo: Humanitas, 2012, p. 539-549. 

COSTA, Ricardo da. “Os sonhos e a História: Lo somni (1399) de Bernat Metge”. In: Revista de lenguas y literaturas catalana, gallega y vasca. Anuario de filología catalana, gallega y vasca (RLLCGV). Madrid: UNED, Año 2012, volumen XVII, p. 15-30. 

Obras de referência

BURKE, Peter. Testemunha ocular. História e Imagem. Bauru/SP: EDUSC, 2004.

DAVY, Marie-Madeleine. Iniciación a la simbología románica. El siglo XII. Madrid: Akal, 2007.

GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

PANOFSKY, E. Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Arquitetura gótica e escolástica. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Idea: a evolução do conceito de belo. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

PISCHEL, Gina. História Universal da Arte. São Paulo: Melhoramentos, 1966, 03 volumes.

Depoimento:

“4 motivos para fazer o curso A Beleza no Instituto Angelicum:

1. Abrange um grande período histórico, possibilitando ao aluno a apreensão de uma visão global sobre a História da Arte, algo que é muito interessante para quem busca uma introdução a esta área do conhecimento;

2. A competência intelectual do Prof. Dr. Ricardo da Costa, que indubitavelmente se constitui um dos maiores pesquisadores brasileiros a respeito da Idade Média;

3. A qualidade do conteúdo tratado nas aulas, sob os aspectos iconográfico e teórico;

4. A relevância do aprendizado da História da Arte, que se conecta às mais diversas áreas do conhecimento e expande a nossa visão de mundo, aos nos despertar para o fato de que o estudo da Arte é imprescindível para o estudo da História, constituindo-se um meio relevante para a obtenção de informações sobre diferentes culturas e tradições.”

Antonio Gabriel
Licenciando em Geografia Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)


OBS: O Prof. Dr. Ricardo da Costa abrirá mão de seus honorários em prol do Instituto Angelicum.

14 meses Sem tempo para fazer o curso agora? Não tem problema.
Você poderá participar desse curso até 14 meses após a matrícula.

A todos os interessados em Arte, Filosofia e História. Nossa proposta é oferecer um panorama introdutório do conceito de Belo e a importância civilizacional da beleza enquanto transcendental do ser, com narrativa cronológica da História da Arte nos períodos clássico, medieval e primórdios do humanismo. 

Conteúdo Programático

No primeiro mês trabalharemos as aulas 01 a 12.
  • 1. Aula 01 - A Beleza na História Cultural
  • 2. Aula 02 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 03 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 04 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 05 - A Beleza na História Cultural
  • 6. Aula 06 - A Beleza na História Cultural
  • 7. Aula 07 - A Beleza na História Cultural
  • 8. Aula 08 - A Beleza na História Cultural
  • 9. Aula 09 - A Beleza na História Cultural
  • 10. Aula 10 - A Beleza na História Cultural
  • 11. Aula 11 - A Beleza na História Cultural
  • 12. Aula 12 - A Beleza na História Cultural
[Continuação do módulo 1] No segundo mês trabalharemos os capítulos 13 ao 24.
  • 1. Aula 13 - A Beleza na História Cultura
  • 2. Aula 14 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 15 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 16 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 17 - A Beleza na História Cultural
  • 6. Aula 18 - A Beleza na História Cultural
  • 7. Aula 19 - A Beleza na História Cultural
  • 8. Aula 20 - A Beleza na História Cultural
  • 9. Aula 21 - A Beleza na História Cultural
  • 10. Aula 22 - A Beleza na História Cultural
  • 11. Aula 23 - A Beleza na História Cultural
  • 12. Aula 24 - A Beleza na História Cultural
[Continuação do módulo 1] No terceiro mês trabalharemos os capítulos 25 ao 36.
  • 1. Aula 25 - A Beleza na História Cultural
  • 2. Aula 26 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 27 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 28 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 29 - A Beleza na História Cultural
  • 6. Aula 30 - A Beleza na História Cultural
  • 7. Aula 31 - A Beleza na História Cultural
  • 8. Aula 32 - A Beleza na História Cultural
  • 9. Aula 33 - A Beleza na História Cultural
  • 10. Aula 34 - A Beleza na História Cultural
  • 11. Aula 35 - A Beleza na História Cultural
  • 12. Aula 36 - A Beleza na História Cultural
[Continuação do módulo 1] No quarto mês trabalharemos os capítulos 37 ao 47.
  • 1. Aula 37 - A Beleza na História Cultural
  • 2. Aula 38 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 39 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 40 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 41 - A Beleza na História Cultural
  • 6. Aula 42 - A Beleza na História Cultural
  • 7. Aula 43 - A Beleza na História Cultural
  • 8. Aula 44 - A Beleza na História Cultural
  • 9. Aula 45 - A Beleza na História Cultural
  • 10. Aula 46 - A Beleza na História Cultural
  • 11. Aula 47 - A Beleza na História Cultural
  • 12. Aula 48 - A Beleza na História Cultural
  • 13. Aula 49 - A Beleza na História Cultural
No quinto mês iniciaremos o módulo 2.
  • 1. Aula 50 - A Beleza na História Cultural
  • 2. Aula 51 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 52 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 53 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 54 - A Beleza na História Cultural
  • 6. Aula 55 - A Beleza na História Cultural
  • 7. Aula 56 - A Beleza na História Cultural
  • 8. Aula 57 - A Beleza na História Cultural
  • 9. Aula 58 - A Beleza na História Cultural
  • 10. Aula 59 - A Beleza na História Cultural
  • 11. Aula 60 - A Beleza na História Cultural
  • 12. Aula 61 - A Beleza na História Cultural
  • 13. Aula 62 - A Beleza na História Cultural
  • 1. Aula 63 - A Beleza na História Cultural
  • 2. Aula 64 - A Beleza na História Cultural
  • 3. Aula 65 - A Beleza na História Cultural
  • 4. Aula 66 - A Beleza na História Cultural
  • 5. Aula 67 - A Beleza na História Cultural
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