Latim Tomista [Assinatura CPL]

  • 15 Horas de duração
  • 40 Aulas
  • 12 Módulos
  • Certificado de conclusão
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Aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. É professor de História e línguas estrangeiras, além de tradutor.
William Bottazzini

Programa de liberação das aulas:

1º Mês:

Aula 1 – Morfologia do português (Prof. Carlos Nougué)
 Aula 2 – Sintaxe do português (Prof. Carlos Nougué)
 Aula 3 – A pronúncia do latim eclesiástico

2º Mês:
 Aula 4 – O sistema de casos latinos; primeira declinação e preposições latinas
 Aula 5 – Segunda declinação masculina; presente de sum; concordância entre adjetivo e substantivo
 Aula 6 – Segunda declinação neutra; imperfeito e futuro de sum.

3º Mês:
 Aula 7 – Declinação completa dos adjetivos de primeira classe
 Aula 8 – Presente do indicativo na voz ativa: primeira conjugação; a ordem latina; análise sintática no latim
 Aula 9 – Presente do indicativo na voz ativa: segunda, terceira e quarta conjugação; interrogativas diretas; usos do ablativo.

4º Mês:
 Aula 10 – Presente do indicativo na voz ativa
 Aula 11 – Imperfeito do indicativo nas vozes ativa e passiva; orações causais; elipse; subordinação; interrogativas indiretas
 Aula 12 – Futuro do indicativo nas vozes ativa e passiva; o infinitivo como sujeito
 Aula 13 – Pretérito perfeito do indicativo na voz ativa; pronomes relativos

5º Mês:
 Aula 14 – Pretérito mais-que-perfeito do indicativo na voz ativa; futuro perfeito do indicativo na voz ativa; discurso direto
 Aula 15 – O verbo possum; objeto infinitivo; pretérito perfeito indicativo na voz passiva
 Aula 16 – Ablativo absoluto; orações temporais; pretérito mais-que-perfeito do indicativo na voz passiva; futuro perfeito do indicativo na voz passiva
 Aula 17 – Substantivos da terceira declinação; aposto; orações concessivas

6º Mês:
 Aula 18 – Substantivos da terceira declinação com radical em -i; acusativo cognato e acusativo predicado; genitivo partitivo
 Aula 19 – Adjetivos de segunda classe; particípio presente; substantivos da quarta declinação
 Aula 20 – Verbos volo e eo; caso locativo; acusativo e ablativo de lugar

7º Mês:
 Aula 21 – Particípio futuro nas vozes ativa e passiva; conjugações perifrásticas
 Aula 22 – Nomes da quinta declinação; imperativo direto (primeira parte); caso vocativo; pronomes pessoais; duplo acusativo
 Aula 23 – Verbos depoentes e semidepoentes; modo subjuntivo; primeira conjugação no presente do subjuntivo nas vozes ativa e passiva; imperativo direto (segunda parte)

8º Mês:
 Aula 24 – Segunda, terceira e quarta conjugações no presente do subjuntivo nas vozes ativa e passiva; imperativo direto (terceiro parte); orações condicionais
 Aula 25 – Imperfeito do subjuntivo nas vozes ativa e passiva; consecutio temporum; orações finais; imperativo indireto
 Aula 26 – Presente do subjuntivo de sum e possum; pronomes demonstrativos; orações consecutivas

9º Mês:
 Aula 27 – Presente do subjuntivo de eo e volo; o pronome ipse; orações condicionais contrafactuais; gerundivo; gerúndio
 Aula 28 – Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo nas vozes ativa e passiva; orações condicionais no pretérito contrafactual; verba timendi; desejos irrealizáveis; orações indiretas com o subjuntivo
 Aula 29 – Pretérito perfeito do subjuntivo nas vozes ativa e passiva; interrogativas indiretas (segunda parte); interrogativas diretas; acusativo adverbial

10º Mês:
 Aula 30 – Comparativo e superlativo dos adjetivos: formas e usos; ablativo de comparação; ablativo de diferença
 Aula 31 – Pronomes reflexivos; os adjetivos irregulares; comparativo dos advérbios; orações com cum.
 Aula 32 – Pronomes indefinidos

11º Mês:

Aula 33 – Infinitivo presente nas vozes ativa e passiva; imperativo negativo direto; acusativo com infinitivo
 Aula 34 – Infinitivo perfeito nas vozes ativa e passiva; orações condicionais relativas
 Aula 35 – Infinitivo futuro nas vozes ativa e passiva

Aula 36 – O verbo fero; acusativo e ablativo em expressões temporais


12º Mês:
 Aula 37 – O verbo fio; números cardinais e ordinais; verbos impessoais
 Aula 38 – Presente histórico; formas verbais sincopadas e abreviadas; tempos perifrásticos gregos
 Aula 39 – O latim da Vulgata; nomes hebraicos e hebraísmos; nomes gregos e helenismos
 Aula 40 – Vocabulário técnico de Santo Tomás de Aquino e exercícios de tradução de trechos selecionados das obras do Aquinate

O curso foi inicialmente idealizado apenas para os alunos da Escola Tomista do Prof. Carlos Nougué, mas agora está aberto a todos que desejem estudar o latim eclesiástico e a obra de Santo Tomás de Aquino.

William Bottazzini
"Aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. É professor de História e línguas estrangeiras, além de tradutor."


Latim é a base do nosso idioma


Hoje gostaria de convidá-los a uma singela reflexão acerca de algumas coisas que perdemos, ou melhor, deixamos perder ao longo de algumas décadas em nome de inovações duvidosas e de posições subjetivistas que tendem, ao fim e ao cabo, a um individualismo crescente e patológico, que pretende transformar cada ser humano em uma ilha, como se a vida em sociedade não fosse um bem precioso, mas sim, no melhor estilo rousseauniano, um mal necessário.


Não que não deva haver mudanças e aperfeiçoamentos na sociedade. Ora, estes são indubitavelmente necessários e queridos em dadas circunstâncias. Contudo, não se pode simplesmente ejetar tesouros que serviram de molde para a formação de inúmeras coisas que tanto estimamos e que são indeléveis.


Dou-lhes um exemplo concreto de um desses tesouros desaparecidos: o estudo da língua latina. Não só o estudo, mas mesmo o interesse e a curiosidade pelo latim. Simplesmente esqueceu-se de que a língua dos antigos romanos, conquistadores do mundo, é simplesmente a base do nosso belo, porém intrincado, idioma português. A ignorância do latim faz com que nossos alunos de português sejam massacrados com regras e exceções que, a princípio, não fazem o menor sentido e que eles não terão a menor possibilidade, inclusive após os estudos universitários, de bem compreender e usar.


Afinal, por que o infinitivo do verbo é “ir” e em sua conjugação surge um “v” intrometido: eu vou, tu vais, ele vai...? Só o entende quem conhece os verbos “ire” e “vadere” latinos. Isso para não entrarmos em questões sintáticas (objetos, complementos, adjuntos e outros “monstros” do mesmo estilo) que são praticamente terras incógnitas para a maioria esmagadora dos que deixam o Ensino Médio. Tampouco mencionaremos a miséria etimológica e estilística em que vivemos.


Quem perde com a ausência do idioma do Lácio em nossos currículos? Todos. Sem ele, o português perde a sua lógica e se transforma em um amontoado de regras que nenhum mortal é capaz de domar. E qual o problema disso? O problema é que, sem o uso correto e coerente do idioma, o discurso torna-se frequentemente ilógico e desordenado. A concatenação das ideias fica perigosamente comprometida e perde-se facilmente o fio da meada. Não é, pois, sem razão, que os alunos tenham dificuldades enormes em compor uma redação coesa, com começo, meio e fim e que sejam incapazes de encadear corretamente uma argumentação filosófica, por exemplo. Necessitamos do aparato linguístico para a nossa expressão. Se este aparato encontrar-se deformado, nossa expressão também estará prejudicada.


Mas o latim não seria útil apenas para proporcionar melhor domínio do português. Ele é a porta que nos dá acesso a todo um mundo de cultura que enobreceu a civilização ocidental. Afinal, foi em latim que gênios das mais diversas áreas exprimiram-se. Para os poetas dignos desse título, o conhecimento das peças de Ovídio, Horácio e Virgílio é um imperativo; os cientistas, por sua vez, deverão recorrer sempre às leis de Newton, expostas em latim, no seu Principia Mathematica; os historiadores que quiserem conhecer a fundo a sociedade e a política de Roma - e de qualquer sociedade - deverão ler Suetônio, Tito Lívio e Tácito, para citar alguns. Também as maiores riquezas do cristianismo foram pensadas em latim e as encontramos nos textos de autores como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Ademais, os católicos devem nutrir uma profundíssima reverência pelo latim, visto que esta é a língua oficial do Vaticano. Qual não é a emoção de recitar um Pater Noster (Pai-Nosso) conforme rezado pelos cristãos desde há dois mil anos e em todos os lugares? Não se trata de vaidade, e sim de colocar ambos os pés em uma tradição multissecular que une os cristãos de todos os tempos e povos. Também o mundo da Reforma deve muito ao latim, pois Lutero e Calvino, os principais reformadores, compuseram diversos textos na língua dos herdeiros de Rômulo e Remo.


Ademais, o latim seria uma resposta salutar a um mundo utilitarista que sempre pergunta: “Para que serve isso?”, como se as coisas apenas tivessem valor se trouxessem algum benefício material e imediato como contrapartida. Uma pessoa que estudar latim não terá seu salário aumentado abruptamente nem gozará de maior prestígio, mas possuirá seu espírito e inteligência enriquecidos e muito bem orientados com séculos de cultura de inestimável valor. Em suma, o latim nos ensina a simplesmente amar o saber pelo saber.


Por que não podemos cultivar e conservar as coisas mais belas já produzidas pelos mortais?



William Bottazzini Rezende é diretor acadêmico do Instituto Angelicum. Graduado em História pelo Centro Universitário Claretiano, aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. Há cerca de dez anos é professor de História e de línguas estrangeiras, além de tradutor de artigos e livros.


Ao final do curso você receberá um certificado de conclusão.

Conteúdo Programático

  • 1. Latim Tomista - Aula 1
  • 2. Latim Tomista - Aula 2
  • 3. Latim Tomista - Aula 3
  • 1. Latim Tomista - Aula 4
  • 2. Latim Tomista - Aula 5
  • 3. Escola Tomista - Aula 6
  • 1. Escola Tomista - Aula 7
  • 2. Escola Tomista - Aula 8
  • 3. Escola Tomista - Aula 9
  • 1. Escola Tomista - Aula 10
  • 2. Escola Tomista - Aula 11
  • 3. Escola Tomista - Aula 12
  • 4. Escola Tomista - Aula 13
  • 1. Escola Tomista - Aula 14
  • 2. Escola Tomista - Aula 15
  • 3. Escola Tomista - Aula 16
  • 4. Escola Tomista - Aula 17
  • 1. Escola Tomista - Aula 18
  • 2. Escola Tomista - Aula 19
  • 3. Escola Tomista - Aula 20
  • 1. Escola Tomista - Aula 21
  • 2. Escola Tomista - Aula 22
  • 3. Escola Tomista - Aula 23
  • 1. Escola Tomista - Aula 24
  • 2. Escola Tomista - Aula 25
  • 3. Escola Tomista - Aula 26
  • 1. Escola Tomista - Aula 27
  • 2. Escola Tomista - Aula 28
  • 3. Escola Tomista - Aula 29
  • 1. Escola Tomista - Aula 30
  • 2. Escola Tomista - Aula 31
  • 3. Escola Tomista - Aula 32
  • 1. Escola Tomista - Aula 33
  • 2. Escola Tomista - Aula 34
  • 3. Escola Tomista - Aula 35
  • 4. Escola Tomista - Aula 36
  • 1. Escola Tomista - Aula 37
  • 2. Escola Tomista - Aula 38
  • 3. Escola Tomista - Aula 39
  • 4. Escola Tomista - Aula 40
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