Mulheres na Igreja - Módulo 1

  • 35 Alunos matriculados
  • 003 Horas de duração
  • 4 Aulas
  • 1 Módulos
  • 3 meses de suporte
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Aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. É professor de História e línguas estrangeiras, além de tradutor.
William Bottazzini

"O nível de qualquer civilização é sempre o nível de suas mulheres. Ora, quanto mais a mulher é amada, mais nobre ela é e mais nobre terá que ser o homem para merecer aquele amor. Eis porque o nível de qualquer civilização é sempre o nível de suas mulheres." - Venerável Arcebispo Fulton Sheen.


Segundo o professor e idealizador do curso, José Eduardo Câmara, os participantes terão uma oportunidade única de ampliar a visão diante do protagonismo das mulheres no desenvolvimento da sociedade. “O conteúdo das aulas busca levantar o véu que, infelizmente, paira sobre a história da Igreja Cristã e valorizar o papel da mulher no evangelho, especialmente, as riquezas e belezas das admiráveis Santas e Místicas”, explica.


Além de professor, Câmara é tradutor das línguas espanhola, francesa, inglesa e italiana, principalmente de livros relacionados à Teologia. Nos últimos anos, tem se dedicado ao trabalho de cooperação com a vida consagrada para tradução de textos, assim como estudos sobre espiritualidade, particularmente, a contribuição feminina na teologia espiritual.


Bibliografia:
A Mulher eterna. Gertrud von le fort.
O amor entre o homem e a mulher. Dietrich Von Hildebrand
La Mujer el Iglesia Primitiva Fray Luis Glinka, OFM.
San Jeronimo. Epistolario I – BAC.
São Gregório Magno. Vida de São Bento.
Santa Gertrudis. El Mensajero de la ternura divina. Experiencia de una mística del siglo XIII. Tomo I e II. Editorial Monte Carmelo.
Mensagem da Misericórdia Divina. Santa Gertrudes de Helfta. Edições Subiaco.
Vita di Santa Caterina da Sena del Beato Raimondo da Capua.
Les révélations de sainte Brigitte.
Memorial di Angela da Foligno.

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Você poderá participar desse curso até 3 meses após a matrícula.

Diante de tanta confusão causada pelo feminismo, você ainda acredita que “A mulher virtuosa edifica a si mesma e aos que estão ao seu redor.” ?

Nós do Instituto Angelicum não só concordamos, como convidamos o Prof. José Eduardo Câmara para compartilhar o seu conhecimento sobre a contribuição das mulheres na Teologia Espiritual. 

William Bottazzini
"Aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. É professor de História e línguas estrangeiras, além de tradutor."


Latim é a base do nosso idioma


Hoje gostaria de convidá-los a uma singela reflexão acerca de algumas coisas que perdemos, ou melhor, deixamos perder ao longo de algumas décadas em nome de inovações duvidosas e de posições subjetivistas que tendem, ao fim e ao cabo, a um individualismo crescente e patológico, que pretende transformar cada ser humano em uma ilha, como se a vida em sociedade não fosse um bem precioso, mas sim, no melhor estilo rousseauniano, um mal necessário.


Não que não deva haver mudanças e aperfeiçoamentos na sociedade. Ora, estes são indubitavelmente necessários e queridos em dadas circunstâncias. Contudo, não se pode simplesmente ejetar tesouros que serviram de molde para a formação de inúmeras coisas que tanto estimamos e que são indeléveis.


Dou-lhes um exemplo concreto de um desses tesouros desaparecidos: o estudo da língua latina. Não só o estudo, mas mesmo o interesse e a curiosidade pelo latim. Simplesmente esqueceu-se de que a língua dos antigos romanos, conquistadores do mundo, é simplesmente a base do nosso belo, porém intrincado, idioma português. A ignorância do latim faz com que nossos alunos de português sejam massacrados com regras e exceções que, a princípio, não fazem o menor sentido e que eles não terão a menor possibilidade, inclusive após os estudos universitários, de bem compreender e usar.


Afinal, por que o infinitivo do verbo é “ir” e em sua conjugação surge um “v” intrometido: eu vou, tu vais, ele vai...? Só o entende quem conhece os verbos “ire” e “vadere” latinos. Isso para não entrarmos em questões sintáticas (objetos, complementos, adjuntos e outros “monstros” do mesmo estilo) que são praticamente terras incógnitas para a maioria esmagadora dos que deixam o Ensino Médio. Tampouco mencionaremos a miséria etimológica e estilística em que vivemos.


Quem perde com a ausência do idioma do Lácio em nossos currículos? Todos. Sem ele, o português perde a sua lógica e se transforma em um amontoado de regras que nenhum mortal é capaz de domar. E qual o problema disso? O problema é que, sem o uso correto e coerente do idioma, o discurso torna-se frequentemente ilógico e desordenado. A concatenação das ideias fica perigosamente comprometida e perde-se facilmente o fio da meada. Não é, pois, sem razão, que os alunos tenham dificuldades enormes em compor uma redação coesa, com começo, meio e fim e que sejam incapazes de encadear corretamente uma argumentação filosófica, por exemplo. Necessitamos do aparato linguístico para a nossa expressão. Se este aparato encontrar-se deformado, nossa expressão também estará prejudicada.


Mas o latim não seria útil apenas para proporcionar melhor domínio do português. Ele é a porta que nos dá acesso a todo um mundo de cultura que enobreceu a civilização ocidental. Afinal, foi em latim que gênios das mais diversas áreas exprimiram-se. Para os poetas dignos desse título, o conhecimento das peças de Ovídio, Horácio e Virgílio é um imperativo; os cientistas, por sua vez, deverão recorrer sempre às leis de Newton, expostas em latim, no seu Principia Mathematica; os historiadores que quiserem conhecer a fundo a sociedade e a política de Roma - e de qualquer sociedade - deverão ler Suetônio, Tito Lívio e Tácito, para citar alguns. Também as maiores riquezas do cristianismo foram pensadas em latim e as encontramos nos textos de autores como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Ademais, os católicos devem nutrir uma profundíssima reverência pelo latim, visto que esta é a língua oficial do Vaticano. Qual não é a emoção de recitar um Pater Noster (Pai-Nosso) conforme rezado pelos cristãos desde há dois mil anos e em todos os lugares? Não se trata de vaidade, e sim de colocar ambos os pés em uma tradição multissecular que une os cristãos de todos os tempos e povos. Também o mundo da Reforma deve muito ao latim, pois Lutero e Calvino, os principais reformadores, compuseram diversos textos na língua dos herdeiros de Rômulo e Remo.


Ademais, o latim seria uma resposta salutar a um mundo utilitarista que sempre pergunta: “Para que serve isso?”, como se as coisas apenas tivessem valor se trouxessem algum benefício material e imediato como contrapartida. Uma pessoa que estudar latim não terá seu salário aumentado abruptamente nem gozará de maior prestígio, mas possuirá seu espírito e inteligência enriquecidos e muito bem orientados com séculos de cultura de inestimável valor. Em suma, o latim nos ensina a simplesmente amar o saber pelo saber.


Por que não podemos cultivar e conservar as coisas mais belas já produzidas pelos mortais?



William Bottazzini Rezende é diretor acadêmico do Instituto Angelicum. Graduado em História pelo Centro Universitário Claretiano, aprendeu como autodidata inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, latim, grego e hebraico. Há cerca de dez anos é professor de História e de línguas estrangeiras, além de tradutor de artigos e livros.


Conteúdo Programático

  • 1. Primeira aula
  • 2. Segunda Aula
  • 3. Terceira Aula
  • 4. Quarta Aula
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